Estas duas entidades são produzidas pelo funcionamento anómalo de alguns dos canais iónicos cardíacos. Incluem-se juntas neste apartado devido a que o mecanismo fisiopatológico é muito semelhante; inclusive, alguns autores postulam que fazem parte do mesmo espetro de doenças.
A síndrome de Brugada é uma perturbação arritmogénica hereditária caracterizada por elevação do segmento ST nas derivações precordiais direitas, que predispõem a síncopes, arritmias ventriculares malignas e morte súbita. Estima-se que pode estar implicada em 18–28% das mortes súbitas inexplicadas.
A síndrome da onda J caracteriza-se pela elevação do ponto J ≥1 mm em ≥2 derivações inferiores e/ou laterais adjacentes do eletrocardiograma (padrão de repolarização precoce). Foi reportado que este padrão se encontra sobrerrepresentado em pacientes que sobreviveram a uma paragem cardiorrespiratória, embora a prevalência deste padrão se estime em torno de 6% também na população saudável, sendo mais frequente em homens jovens e atletas. A etiologia genética ainda não foi claramente estabelecida.
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