A síndrome do QT longo é uma doença genética associada ao funcionamento anormal dos canais iónicos localizados nas membranas das células cardíacas, que se manifesta pelo prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma, por vezes associado a anomalias na onda T. Esta anomalia predispõe ao desenvolvimento de arritmias ventriculares que podem manifestar-se por síncope, paragem cardíaca e morte súbita, podendo estes ser os primeiros sinais da doença em qualquer idade. Em muitos casos, a doença manifesta-se durante a infância e a adolescência, com uma elevada mortalidade entre os casos índice (de 50% aos 10 anos sem tratamento). O padrão de hereditariedade é geralmente autossómico dominante, sendo muito mais raras as formas recessivas, algumas das quais associam surdez neurossensorial (síndrome de Jervell e Lange-Nielsen) ou alterações neuromusculares (no caso da síndrome Knock-out de Triadina).
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