A hipertensão arterial pulmonar (HAP) é definida pelo aumento anómalo da pressão arterial pulmonar, podendo ser de origem idiopática (sem causa conhecida), hereditária ou associada a doenças sistémicas. Trata-se de uma doença progressiva, geralmente associada a um prognóstico desfavorável. Nos últimos anos, registaram-se avanços significativos no conhecimento da fisiopatologia e na utilidade da genética no acompanhamento de pacientes com suspeita da doença, o que permitiu reduzir o número de casos classificados como idiopáticos. Entre as formas hereditárias de hipertensão arterial pulmonar (HAP), uma grande proporção dos casos deve-se a mutações no gene BMPR2, nas quais se descreve um padrão de hereditariedade autossómica dominante com penetrância incompleta.
Existem também doenças com padrão de hereditariedade autossómica recessiva associadas à HAP, como a doença pulmonar veno-oclusiva/hemangiomatose capilar pulmonar (PVOD/PCH), associada a mutações bialélicas no gene EIF2AK4. Recentemente, foram descritas variantes patogénicas associadas a esta doença noutros genes, que foram incluídos no painel.
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