A miocardiopatia arritmogénica caracteriza-se pela substituição do miocárdio saudável por tecido fibroadiposo, juntamente com a presença de disfunção ventricular e arritmias cardíacas malignas. Classicamente, a descrição referia-se a formas da doença com afetação exclusiva do ventrículo direito, mas atualmente reconhecem-se formas biventriculares ou com afetação esquerda. Entre os critérios diagnósticos figura a presença de uma variante genética patogénica, pelo que, nesta entidade, o estudo genético do paciente e da sua família é particularmente importante.
A identificação de portadores permite estabelecer recomendações de estilo de vida que previnam ou retardem o desenvolvimento da doença.