A miocardiopatia dilatada é a principal causa de insuficiência cardíaca e de transplante cardíaco. Por vezes, associa-se também a um risco aumentado de arritmias ventriculares e de morte súbita cardíaca.
A miocardiopatia dilatada define-se como a disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (ou biventricular), associada a uma dilatação que não é explicada por condições de carga anómalas (valvulopatias, hipertensão arterial, cardiopatias congénitas) ou por doença coronária subjacente.
Além disso, existem outras condições relacionadas com a miocardiopatia dilatada, como a miocardiopatia hipocinética (disfunção sem dilatação ventricular), a não compactação miocárdica ou a miocardiopatia arritmogénica com envolvimento esquerdo, que foram agrupadas sob o termo “miocardiopatia esquerda sem dilatação” nas novas orientações europeias.
Esta definição e um espetro de doença tão amplos fazem com que a miocardiopatia esquerda (dilatada, hipocinética, com ou sem realce e com ou sem hipertrabeculação ventricular) constitua um grupo de doenças com uma apresentação clínica semelhante, mas com causas muito diversas, no qual a genética desempenha um papel fundamental, não só na definição etiológica de cada caso, mas também num conhecimento mais preciso do prognóstico que permite, em última análise, uma abordagem mais individualizada dos pacientes com esta doença.
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