As aortopatias são doenças cuja manifestação mais importante (e condicionante do prognóstico dos pacientes) é a patologia arterial, sendo a aorta a artéria mais frequentemente afetada. Podem surgir no contexto de doenças sindrómicas (síndrome de Marfan, Ehlers-Danlos, Loeys-Dietz e Shprintzen-Goldberg, entre outras) e não sindrómicas (aneurismas da aorta torácica e disseções aórticas familiares – TAAD, thoracic aortic aneurysm and dissection). Mesmo no primeiro grupo, em muitas ocasiões, a única manifestação clínica evidente é um evento aórtico ou vascular.
A maioria destas doenças apresenta um padrão autossómico dominante, com uma percentagem significativa de casos esporádicos devidos a uma variante de novo. A penetrância e a expressividade clínica, incluindo a idade de início da doença, o grau de dilatação e a localização na árvore arterial, dependem da origem genética específica (gene afetado e tipo e localização da variante identificada).
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