A poliquistose renal (PKD) é uma das principais causas de doença renal terminal. As formas presentes no adulto apresentam geralmente um padrão de hereditariedade autossómico dominante (ADPKD), enquanto as formas autossómicas recessivas (ARPKD) são mais raras e graves, estando habitualmente presentes no período perinatal ou na infância precoce. A poliquistose renal caracteriza-se por nefromegalia e pela presença de múltiplos quistos renais, que, no caso da ADPKD, podem ter origem em todas as áreas do rim, embora afetem habitualmente as regiões distais do néfron e o ducto coletor. As mutações nos genes da policistina 1 (PKD1) e da policistina 2 (PKD2) explicam cerca de 65% e 15% dos casos de ADPKD, respetivamente. A ARPKD manifesta-se habitualmente por fibrose hepática, nefromegalia e quistos que afetam tipicamente os ductos coletores. Ambas as formas genéticas conduzem habitualmente à doença renal crónica, com perda gradual da função renal e insuficiência renal. A natureza biológica do gene afetado fornece informação importante para o conhecimento da fisiopatologia da doença e é essencial para o diagnóstico genético e o prognóstico da doença.
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