A nível global, esta variante constitui a causa mais frequente de ELA esporádica e familiar (7% e 38% dos casos, respetivamente), a causa mais frequente de DFT esporádica (6% dos casos) e uma das causas mais frequentes de DFT familiar (25% dos casos) (Majounie et al., 2012). Em Espanha, esta variante é responsável por 27% da ELA familiar, 3% da ELA esporádica, 30% da DFT familiar e 22,58% da DFT esporádica (García-Redondo et al., 2013; van der Zee et al., 2013). Os portadores desta expansão são tipicamente diagnosticados com ELA, DFT ou ambas as doenças. Alguns portadores nunca chegam a desenvolver a doença, o que é compatível com uma penetrância incompleta. As manifestações iniciais podem corresponder a ELA ou a DFT puras, sendo frequente o aparecimento de outros sintomas ao longo do curso da doença. Embora não existam características clínicas definitivas que permitam distinguir estes pacientes de portadores de mutações noutros genes associados à ELA ou à DFT, esta variante encontra-se habitualmente associada a:
- Uma idade de início mais precoce (independentemente dos sintomas iniciais)
- Um curso clínico mais rápido
- Uma sobrevivência mais curta
- Início bulbar (no caso da ELA)
- Uma maior incidência de familiares com doenças neurodegenerativas (sobretudo demência, em cerca de 35% dos casos)
- Parkinsonismo (predominantemente do tipo rígido-acinético, com distonia focal e fraca resposta à levodopa)
- Uma maior propensão para o desenvolvimento de sintomas psiquiátricos, como psicose, delírios de início precoce, paranoia e alucinações de início tardio.