A epilepsia é uma perturbação neurológica frequente, com uma prevalência estimada de 5–8 por cada 1000 indivíduos e uma incidência cumulativa ao longo da vida de 3%1. As causas subjacentes são múltiplas e heterogéneas. Algumas destas formas de epilepsia apresentam uma causa genética identificável e são conhecidos cada vez mais genes responsáveis por algumas destas formas de epilepsia, previamente classificadas como “idiopáticas”.
As manifestações clínicas das diferentes formas de epilepsia fornecem informação muito valiosa no momento de decidir a solicitação de um estudo genético, uma vez que existem determinadas síndromes epiléticas que orientam a seleção do estudo mais adequado. Com esse objetivo, foi concebida uma oferta de painéis que procura abranger as causas genéticas mais frequentes de epilepsia, classificadas com base no fenótipo epilético, permitindo a realização de um estudo genético diagnóstico dirigido, mantendo-se igualmente um painel geral para classificações semiológicas mais imprecisas ou para casos mais complexos em que é necessário abranger um diagnóstico diferencial alargado.