As distrofias hereditárias do fundo ocular são um grupo amplo de perturbações que geralmente afetam o epitélio pigmentar da retina e os fotorrecetores, bem como, frequentemente, também a membrana coriocapilar. A variabilidade clínica dentro deste conjunto de perturbações é muito grande. Assim, as distrofias hereditárias da retina podem surgir de forma isolada ou acompanhadas de outros sinais clínicos extraoculares. Podem manifestar-se ao nascimento ou em fases posteriores, inclusive já na velhice. Algumas afetam toda a retina, enquanto outras apenas regiões concretas da mesma; várias apresentam um curso rapidamente progressivo, outras um curso não progressivo…
Sob este epígrafe inespecífico englobam-se, assim, múltiplas entidades, todas elas pouco frequentes na população, entre as quais a retinose pigmentar é a mais destacada (estima-se que a prevalência desta última na Europa seja de uma em cada 3500–4000 pessoas). Embora cada uma delas seja uma entidade rara, de forma global as doenças do fundo ocular, juntamente com as oftalmológicas em geral, constituem o terceiro grupo de patologias de baixa prevalência mais frequente de acordo com o Registo Espanhol de Doenças Raras.
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