Nesta categoria, integra-se um grupo heterogéneo de doenças que se desenvolvem como consequência de alterações em proteínas localizadas ao nível da mitocôndria. Estas proteínas são codificadas tanto por genes presentes no ADN mitocondrial como por genes nucleares.
O espetro de apresentação clínica pode ser muito amplo, desde formas mais graves de doença mitocondrial, que geralmente se manifestam na infância ou na primeira infância, até formas mais ligeiras diagnosticadas na idade adulta. Embora algumas afetem órgãos isolados, é mais frequente a apresentação multissistémica, que inclui manifestações neurológicas, metabólicas, miopáticas, renais e cardíacas, entre outras.
São doenças clinicamente heterogéneas, podem ocorrer em qualquer idade e tendem a manifestar-se com uma ampla variedade de sinais e sintomas clínicos, sendo habitualmente definidas como doenças multissistémicas. Algumas doenças mitocondriais podem agrupar-se em síndromes específicas, como a síndrome de Leigh (encefalomiopatia necrosante infantil subaguda), o MELAS (encefalomiopatia mitocondrial com acidose láctica e episódios tipo AVC) ou a síndrome de Alpers-Huttenlocher.
O diagnóstico baseia-se habitualmente em critérios clínicos, além da análise bioquímica e histoquímica de biópsias de tecido.
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