Entre 5–15% das demências pré-senis (<65 anos) são do tipo frontotemporal, com uma prevalência de 10–15:100 000 no grupo etário dos 45–65 anos. Entre 25–50% dos pacientes com demência frontotemporal apresentam antecedentes familiares de demência ou doença psiquiátrica, e 10–30% são compatíveis com um padrão de hereditariedade autossómica dominante (AD) (Rohrer et al., 2009). As variantes patogénicas em C9orf72, GRN e MAPT estão implicadas em 80% das famílias com formas AD. No gene C9orf72 foi identificada uma única alteração genética associada à esclerose lateral amiotrófica (ELA) e/ou à demência frontotemporal, consistente numa expansão hexanucleotídica GGGGCC, não quantificável por técnicas de next-generation sequencing.
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